Tarsila! Discovering the “Mother of Brazilian Art” at the MOMA in New York City.

A few children, from 7 to 9 years old, obviously part of a class, sat on the floor in front of the painting, “Composition (Lonely Figure),” by the great Brazilian artist, Tarsila do Amaral. Their teacher gave them instructions about what to draw and write in their notebooks. What a lovely sight to see these children having an art class at MOMA! (Museum of Modern Art, NYC).

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Students of all ages, senior citizens, young adults, Brazilians, Americans, and tourists from many different countries packed the galleries. The work of the “Tarsila” had finally arrived at MOMA in New York.

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I saw some of her paintings in São Paulo in 2014. I really liked the museums in São Paulo, MASP and the Pinotecas. (You can read about some other impressions on Brazilian art that I saw in São Paulo on deslumbrar). MOMA and the Chicago Art Institute collaborated on this initiative.

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What I liked most about this exhibition was seeing Tarsila’s originals close up, and also reliving memories of Brazil. Each of her paintings invokes Brazilian culture and triggers saudade. And that’s really what she wanted. When she was living abroad, she began to identify more as a Brazilian and she wrote:

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One thing that I just don’t understand, and I don’t agree with, is the “English Only” of some museums. This is not only an issue I have with MOMA, since I have also experienced this at the Philadelphia Museum of Art. For this Tarsila exhibition, all of the labels and the audio guide were written in English. Of course, the audience for the exhibit is comprised of Americans from the United States, but in my opinion, it should have been bilingual, in Portuguese and English. There are some things that are difficult to translate, and would be helpful to have an explanation in Portuguese (or the language of the artist). In addition, in the audio guide there was an error in the pronunciation of “Sono”. Instead of saying “sono” the voice said “sonho,” which means “dream” in English. This completely confuses the meaning of Tarsila’s “O sono” (Sleep). Another advantage of a bilingual show is that it is accessible to more people. A bilingual exhibition of Tarsila’s work, which is important for Brazil and the rest of the Portuguese speaking countries, would have reached out as a “welcome” to Portuguese speaking people.

That, however, is a minor criticism. The exhibition is worth seeing, even in English. I adored looking at all of her pieces displayed, from the unknown sketches in graphite and ink on paper, to the huge canvasses in oil, for which Tarsila is most famous.

This is not an “objective” analysis or a pseudo-academic text. MOMA has already published the coffee table book and everyone can purchase that in the museum bookstore. You can also check out the interview with Caetano Veloso on youtube.com that MOMA presented, or do a Google search of all the criticism of the show by the famous art history experts. I prefer to offer a few observations and reactions to my favorite works.

First, as an artist, I really admire that Tarsila signed her pieces with only her first name. There’s this idea among artists in the United States, that if you are a “serious” artist, you need to sign with your last name. Tarsila proves this WRONG.

Tarsila painted Brazilian subjects, and she started, along with her husband, Oswald de Andrade, and other artists of different types (Mário de Andrade, Anita Malfatti, etc.) the Cannibalism Movement, Movimento Antropófago, and Modernism in São Paulo. Tarsila traveled to Paris in order to continue her art studies, and also around Brazil. In Brazil, Tarsila was inspired by various native subjects. She painted animals, landscapes, cityscapes, human figures, almost human figures, and nature. Overall, she used a non-realistic approach that encompassed surrealism, cubism, futurism and everything else that was going on at the time.

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Born in 1886, on a plantation in São Paulo, she captures nature in a raw fashion. Cartão postal, (PostCard) has the same elements that you find in typical postcards of Brazil: palm trees, other tropical trees, animals, houses, fruit, water and hills. It is interesting that she mixes semi-tropical, desert plants with the water (river/sea). It’s as if this post card isn’t just to represent the popular tropical panorama, but also that of Brazil’s rugged and barren interior, o sertão.

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“O sono” (Sleep) sticks in my head because of its surrealism mixed with the Brazilian landscape—the simple and essential palm tree.

The last work that one sees before leaving the gallery, is Operários from 1933. This is a representation of different phenotypes of Brazilians and urban factories.

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The exhibition of Tarsila do Amaral’s work is at the MOMA in New York City, through June 3, 2018. For more information: https://www.moma.org/calendar/exhibitions/3871

Tarsila! Descobrindo a mãe da arte brasileira em MOMA

Umas crianças dos 7 a 9 anos, obviamente parte de uma turma escolar, se sentaram no chão em frente do quadro “Composição (Figura Só)” da grande artista brasileira, Tarsila do Amaral. Sua professora lhes dava instruções sobre o que fazer com seus cadernos de desenho. Que lindo ver aqueles meninos tendo uma aula de arte no MOMA! (Museum of Modern Art, NYC)

 

 

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Dentro das salas lotadas, não somente circulavam alunos de todas as idades, mas também, idosos, adultos, brasileiros, americanos dos Estados Unidos, e turistas de vários países. A obra da artista brasileira, Tarsila, finalmente chegou ao MOMA de Nova Iorque!

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Eu vi algumas das peças dela em São Paulo em 2014. Gostei muito dos museus de São Paulo, MASP e as Pinotecas. Eu fui em uma quarta-feira, no 28 de março de 2018, para vivienciá-la em Nova Iorque. O MOMA e o Chicago Art Institute colaboraram para fazer esta iniciativa. Especificamente, Luis Pérez-Oramas e Stephanie D’Alessandro prepararam e organizaram a exposição, com ajuda de Karen Grimson.

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O que mais gostei desta exposicão foi a oportunidade de ver a sua obra original na minha frente e ao mesmo tempo reviver meus momentos no Brasil. Cada quadro de Tarsila invoca um aspeto da cultura brasileira, e inspira a saudade. E isso o que ela queria, porque quando estava fora do Brasil, começou a sentir-se ainda mais brasileira e disse:

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Uma coisa que não entendo (e não gosto) de alguns museus, é o monolinguismo. E não é só MOMA que faz isso. Para esta mostra de arte, todas as inscrições (menos os títulos das obras) e a áudio-guia foram apresentadas em inglês. Claro, este evento se destina ao público estadunidense, mas na minha opinião, deve ser bilingue–em português e inglês. Existem certas coisas que resistem a tradução e é ilucinante ter o original no lugar para referência, e uma explicação em português (ou a língua do artista). Na áudia-guia que eu segui em inglês, tinha um erro com a pronúncia de “Sono” (disse “sonho” que significa “dream” em inglês) que realmente confundaria todo o significado da obra “O Sono” de Tarsila. Outra vantagem do bilinguismo é que acolhe a mais pessoas. Uma apresentação bilingue daria o “bem-vindo” aos lusofalantes a uma exposição de muita importância para o Brasil e o mundo lusófono.

Porém, é uma crítica menor. Adorei reparar sua obra desde os desenhos de lápiz e tinta em papel até os grandes quadros à óleo, pelos quais ganhou sua fama no Brasil e no exterior.

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Não vou fazer uma crítica “objetiva” ou escrever um texto pseudo-acadêmico sobre Tarsila no MOMA. Já publicaram a guia que todos podem comprar na livraria. Também podem assistir à entrevista com Caetano Veloso que fizeram no museu, sobre a arte de Tarsila e o tropicalismo em youtube.com, ou até podem fazer uma busca de Google para os artigos escritos por expertos famosos de arte. Prefiro oferecer algumas das minha reações e observações sobre meus quadros favoritos da exposição.

Primeiro, como artista, admirei muito que Tarsila assinasse seus quadros com apenas seu primeiro nome. Existe a ideia entre alguns artistas estadunidenses que um artista plástico “sério” tem que assinar sua obra com o sobrenome. Tarsila mostra que isso não é verdade.

Tarsila pintou temas brasileiros e iniciou, com seu esposo Oswald de Andrade, e outros artistas de todo tipo, o movimento antropófago e modernismo em São Paulo. Tarsila viajou para París para estudar arte, e também pelo Brasil para explorar temática autóctone. Ela desenhou e pintou animais, figuras humanas, “quase” humanas, a natureza, o campo e a cidade. Sobretudo em uma maneira não realista. Tinha influência de cubismo, surrealismo, futurismo e tudo que estava se fazendo naquela época–nas primeiras três décadas do século XX.

Nascida em 1886, em uma fazenda de São Paulo, capta a natureza de forma bruta na sua obra. “Cartão postal” de Tarsila tem os elementos de muitos postais típicos do Brasil–palmeiras, outras árvores, animais, casas, fruta, água e morros. É interesante sua mistura de plantas da caatinga com o rio/mar–como se este cartão postal representasse não só a familiar paisagem tropical, mas também a do interior, do sertão brasileiro.

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“O sono” fica na minha cabeça, por seu surrealismo misturado com o elemento brasileiro–essa palmeira primitiva e essencial.

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A última obra que se encontra antes de terminar e sair da sala é “Operários” de 1933. Aquí tem uma representação de tipos de brasileiros diferentes e as usinas urbanas.

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Tarsila do Amaral: Inventing Modern Art in Brazil continua no MOMA até 3 de junho 2018.